Hotel em Bangkok – Rambuttri Village Plaza

O Rambuttri Village Plaza é um dos hotéis mais indicados por brasileiros em Bangkok, vide uma rápida pesquisa em blogs. É fácil explicar os motivos: fica localizado na Soi Rambuttri, uma rua bem mais agradável ao lado da Khao San Road, é arrumadinho e, o melhor, tem ótimo preço. Acho ele uma opção muito adequada para viajantes solo, amigos e casais que busquem um custo-benefício bom, mas que não esperem serviço diferenciado ou luxo. Gostei do hotel? Sim. Me hospedaria lá novamente? Acho que não. Mas o motivo não é o hotel em si e sim a localização. Apesar de ser ótima turisticamente falando, para o meu perfil, acho que preferiria ter ficado na região de Siam, próximo aos shoppings, pois achei mais organizado, limpo e com melhores opções de restaurantes.

♦Localização: quer ficar próximo aos templos e da Khao San Road? Então essa é sua escolha. Ele fica na Rua Rambuttri, paralela à Khao San, mas bem menos lotada e com restaurantes mais agradáveis. É possível ir andando até o Grand Palace em cerca de 15 min, mas para shoppings e atrações mais afastadas é preciso recorrer ao Uber, táxi ou tuk-tuk, pois o metrô não chega até lá. Um aviso: essa não é uma região, digamos assim, bonita. Prepare-se para a alma de Bangkok: tumulto, comidas de rua, ruas sujas, trânsito caótico.

♦Comodidades: Escolhi o Quarto Duplo Premier, que é o mais ‘luxuoso’ do hotel. Esse luxo se resume a uma TV mais moderna, prédio com elevador e, mais importante, banheiro com separação da área do box. Sim, é muito comum os hotéis mais simples na Ásia não terem box separando a área de banho. O quarto é confortável, com bom tamanho e limpo. A vista da minha janela era para a rua principal, mas em nenhum momento fui incomodada pelo barulho. O atendimento foi ok, o hotel é bem bonitinho e limpo, mas é só sair do prédio para sentir aquele cheio de fritura das ruas de Bangkok. O café da manhã tem diversas opções de pratos quentes asiáticos e o que mais se assemelhava ao café que estamos acostumados são as três opções de pão, geleias, sucrilhos, frutas e ovos mexidos. Achei o café ok para um ou dois dias, mas depois já não estava mais conseguindo comer direito.

♦Preço: em geral os hotéis na Tailândia são baratos e, como falei acima, achei que esse tem um custo-benefício que vale a pena. No Quarto Duplo Premier, quatro diárias saíram por 7.600 Baht, o que dá mais ou menos R$ 760 reais (conversão de jan/17). Barato, não?

 

Dicas práticas de uma viagem para o Sudeste Asiático

Em janeiro fiz uma viagem fantástica para o sudeste asiático. Que lugar incrível, diferente de tudo que estamos acostumados. Meu roteiro incluiu Tailândia, Camboja, Myanmar e Cingapura, com muita praia, muitos templos e muitos costumes diferentes.

Vou fazer posts detalhados de cada lugar, mas pensei que um post geral sobre a Ásia seria uma boa maneira para começar, já que algumas dicas valem para todos esses destinos.

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♦ Como ir?

Não há voos diretos do Brasil para lá, mas é possível ir fazendo apenas uma escala. Empresas como Emirates, Etihad e Qatar fazem escala no Oriente Médio e KLM, British Airlines e Lufthansa voam com uma parada na Europa. Sei também que muita gente vai para a Ásia pela Ethiopian Airlines, que sai de Guarulhos e faz escala na Etiópia. Eu escolhi fazer o trecho São Paulo – Bangkok pela Qatar, com uma escala em Doha. A companhia aérea, que já foi eleita a melhor do mundo em 2015, é realmente muito boa: voos pontuais, aviões muito novos e confortáveis e atendimento excelente em terra e no ar. Sim, a viagem é longa e bem cansativa (24h no total!), então achei importante voar por uma boa companhia.

Uma vez na Ásia é simples e bem mais barato voar entre as cidades e até países. Existe uma grande oferta de voos em low costs e é tudo bem simples de comprar pelos próprios sites das empresas. Eu viajei pela Nok Air, Air Asia, JetStar e KBZ Air. Mas low cost tem aquela história, tudo é pago à parte. Então, prepare-se para viajar leve ou então pagar bem mais caro por uma mala pesada.

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♦ Passaporte, visto e imigração

Todos os países exigem passaporte com no mínimo seis meses e validade. Tailândia e Cingapura não exigem visto para brasileiros. Para entrar no Camboja e em Myanmar é preciso ter visto, que pode ser feito antecipadamente ou na chegada (visa on arrival). Eu fiz os dois pela internet antes de viajar e foi muito simples, em poucos dias já estava com o visto no meu e-mail.

Para o visto do Camboja, acesse https://www.evisa.gov.kh/. O valor é de $37. Para o visto do Myanmar, acesse https://evisa.moip.gov.mm/. O valor é $50 para entrada única de visto de turista.

Dica: eu tive um problema com meu cartão para efetuar os pagamentos online. Parece que apenas cartões ‘Verified by Visa’ e ‘Mastercard SecureCode’ são aceitos. No site do visto de Myanmar consegui pagar com um Amex, já o do Camboja tive que fazer o Masterpass (o processo foi bem rápido).

Ao chegar em cada país, é preciso preencher a ficha de imigração e a declaração de bens. A imigração em si foi supertranquila, não me fizeram nenhuma pergunta, mas esteja preparado com documentos que comprovem sua estadia no país, como reserva de hotel e passeios, além da passagem de volta.

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♦ Febre Amarela

Sem a Carteira Internacional de Vacinação, você não entra na Tailândia. Brasileiros devem tomar a vacina de febre amarela e apresentar a Carteira Internacional. Vá até um posto com antecedência, até no máximo 10 dias antes da viagem. É possível tomar a vacina gratuitamente em postos de saúde. No meu caso, consegui tomar a vacina e retirar a carteira internacional na mesma hora, no posto de saúde da Gávea (RJ).

Segue o link da página da Anvisa com mais informações: http://portal.anvisa.gov.br/certificado-internacional-de-vacinacao-ou-profilaxia

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♦ Dinheiro

É praticamente impossível encontrar a moeda desses países aqui no Brasil, por isso, deixe para trocar lá. Leve dólares e troque facilmente em casas de câmbio.

Na Tailândia, a moeda oficial é o BAHT. Troque um pouco no aeroporto apenas para os gastos iniciais e deixe para trocar o restante na cidade, onde o câmbio com certeza é melhor. Apesar de ser bem turística, a Khao San Road tem diversas lojas de câmbio e algumas com cotações muito boas (em janeiro de 2017, consegui 35Baht = $1).

A moeda oficial do Camboja é o Riel, porém ela não é tão utilizada. Por isso, não faça nenhum câmbio e use seus dólares para pagar hotel, tuk tuk, restaurantes e passeios. Em todos os lugares você verá os preços exibidos em dólar mesmo e eles também dão trocos em dólar, exceto em valores abaixo de $1.

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Em Myanmar, a moeda oficial é o Kyat e ela é muito utilizada, exceto em grandes hotéis, onde é possível pagar em dólar. Em Yangon, o taxista nos cobrou na moeda local. Já em Bagan, ficamos hospedados em um resort que exibia os preços dos restaurantes, serviços e passeios em dólar, mas no final, se você quisesse pagar em Kyat, eles faziam a conversão. Uma dica: se seu voo chegar à noite em Yangon, fique atento caso vá usar táxi, pois no horário que chegamos as casas de câmbio já estavam fechadas.

Por último, Cingapura usa o dólar próprio, com cotação um pouco diferente do dólar americano. É possível trocar no aeroporto, ao lado das esteiras de bagagem, ou na cidade, no mesmo esquema de Bangkok. Nem tente usar dólar americano para pagar seus gastos por lá, é preciso trocar para o dólar de Cingapura.

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Dicas de restaurantes em Washington DC

Nenhuma viagem é completa se não incluir bons restaurantes. E quando falo de bons, não me refiro a lugares caros e sofisticados. Boa comida, preço adequado e ambiente legal são os fatores decisivos para mim.

Em Washington não tive muitas oportunidades de sair para almoçar/jantar, então resolvi juntar as dicas de lugares que realmente fui com outro que gostaria de ter ido, por ter lido boas recomendações.

♦ Panas bateu uma saudade da América do Sul? Corre para o Panas provar as típicas empanadas argentinas. Essa lanchonete fica em uma loja bem pequena em Dupont Circle, mas tem uma variedade ótima de sabores, tudo bem fresquinho. Para melhorar, o preço é bom e eles montam combos com chips e molhos diversos para 1 ou mais pessoas. Um combo para 2 pessoas, por exemplo, fica $14.

♦ Café Dupont localizado dentro do The Dupont Circle Hotel. Escolhi para tomar um café da manhã bem americano e não me arrependi. Fui de panquecas e chocolate quente e estava tudo delicioso. O local é agradável e tem uma varanda ótima para ser usada durante o verão ou primavera. Além do café da manhã, o restaurante serve almoço e jantar. Dois pratos e duas bebidas saíram por $40.

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♦ Baron Bier – localizado no The Baron Hotel, onde me hospedei. Apesar de não ter gostado do hotel, o bar no subsolo é bem legal. Fui no começo da noite e estava bem cheio de moradores aproveitando o happy hour. A enorme variedade de cervejas é o ponto chave do bar, com diversas opções americanas e importadas. Para acompanhar, lanchinhos rápidos, como quesadillas e burgers, e de sobremesa, o meu amado Fried Oreos (expliquei o que é no post de restaurantes em Las Vegas).

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♦ Pizzeria Paradiso tem unidades em Georgetown e Dupont Circle. Não consegui ir nesse restaurante, mas achei ótimas recomendações dele na internet e no Yelp. O menu é dedicado as pizzas e cervejas, mas também tem diversas opções de saladas, vinho e um menu para o happy hour.

Hotel em Washington DC – The Baron Hotel

Essa é uma dica de hotel para não se hospedar. Normalmente eu faço boas escolhas de hospedagem, encontrando exatamente o que eu já esperava. Mas em Washington, eu me decepcionei. Acho que vale a pena escrever também sobre um hotel de que não gostei, pois outras pessoas podem estar pesquisando por ele e uma opinião a mais é sempre bom.

Os comentários do The Baron Hotel no Booking eram divididos: ponto positivo para a localização e o bar no subsolo, ponto negativo para a estrutura do hotel. Mesmo incerta da minha escolha, acabei arriscando porque gostei da localização e do preço. Hotéis em Washington costumam ser bem caros em qualquer época.

The Baron Hotel - Washington DC

♦ Localização: muito boa. Ele fica em Dupont Circle, um bairro muito agradável e perto de farmácias, restaurantes e bares. O metrô também fica perto, cerca de 10min caminhando. É possível ir andando para a Casa Branca, em uma caminhada tranquila de 20 min.

♦ Comodidades: apesar de bonito, o hotel fica em prédio antigo, beeeem antigo. O elevador é apertado, daqueles de madeira com porta de ferro, que você precisa puxar e empurrar. Todo o piso do hotel também é de madeira e, por isso, faz bastante barulho ao andar. O quarto em que fiquei era confortável, com cama boa, TV grande e um banheiro novinho. O hotel tem wifi gratuito, mas com péssimo sinal no 4º andar. O atendimento também deixa muito a desejar, com recepcionistas rudes e antipáticos, sem a mínima vontade de ajudar. No subsolo do hotel tem um bar (Bier Baron) legal, com diversas opções de cervejas e comida boa. Fica bastante movimentado à noite, no horário do happy hour.

♦ Preço: esse foi o ponto decisivo da minha escolha pelo hotel, pois estava bem mais barato do que as outras opções (deveria ter desconfiado, né). Em dezembro de 2015, paguei $240 por 3 diárias em quarto duplo, com wifi, mas sem café da manhã.

Roteiro de um dia em Washington DC

Na sequência da viagem que começou em Las Vegas, Washington foi meu 2º destino. Preciso dizer que me apaixonei pela cidade. Achei linda, organizada e tranquila.

Nas minhas pesquisas iniciais percebi que grande parte dos turistas acaba indo para a capital americana apenas como um bate-volta de Nova York. Vale a pena se você realmente estiver com o roteiro apertado, mas Washington merece uma visita com mais calma. Eu fiquei três dias e não consegui ver tudo o que gostaria, aliás, deixei de fazer muita coisa.

Há pouco tempo duas amigas fizeram esse bate-volta e me pediram dicas da cidade. Eu fiz um roteiro de um dia para elas que acho que vale a pena compartilhar aqui. São as atrações principais condensadas em uma visita express. Chegue cedo, até às 10h, e vá embora no fim da tarde, por volta de 18h.

Manhã:

– Quem for chegar de ônibus ou trem, recomendo começar pelo Capitólio, pela proximidade. Da Union Station até lá são cerca de 5min, então vale pegar um táxi pois não vai ficar caro. Tem a opção de ir de metrô, é apenas uma estação, e de lá andar um pouquinho.

O Capitólio é imponente e muito bonito (apesar de ainda estar com andaimes de obra), mas é uma visita rápida, apenas para tirar fotos do lado externo. É possível agendar uma visita interna guiada, mas acho que só vale a pena para quem vai ficar mais dias na cidade.

Capitólio Washington DC

– Em seguida, pegar um taxi ou metrô para a Casa Branca. Visitem os dois lados da Casa Branca (o mais bonito é o da Pennsylvania Av.).

Casa Branca

 

Tarde:

– Seguir caminhando na direção do Washington Monument.

Washington Monument

– Logo em frente começa o circuito dos monumentos de homenagens. Prepare-se para andar! Eles ficam em um parque bem bonito. Os principais e mais próximos: Vietnam War / World War II / Lincoln Memorial (esse é o principal e mais bonito). Todos os memoriais são apenas para observar e tirar foto, então você não perde tanto tempo. O que demora é que eles ficam dentro de um grande parque, então você acaba andando bastante.

Lincoln Memorial

– Se ainda tiver tempo e disposição, pode seguir para os monumentos em volta do lago Tidal Basin: Thomas Jefferson Memorial, Franklin D. Roosevelt Memorial e Martin Luther King Jr. Memorial.

– De lá pegar um táxi de volta para a Union Station. Bye, bye Washington!

 

♦ Dicas:

** Apesar das atrações estarem quase em uma reta, anda-se bastante de uma para outra. Use um calçado confortável.

** Na avenida que liga o Capitólio ao Washington Monument tem uma ‘ilha de museus’. São vários: História Natural, Aeroespacial, Galeria Nacional, etc.

** Tem um bairro mais afastado que é bem fofo, Goergetown. Para chegar lá só de taxi mesmo e se tiver tempo sobrando.

** Os pontos turísticos ficam próximos e a rodoviária também. O táxi não sai caro entre esses lugares. O metrô também não é caro, se quiserem usar.

** Próximo aos monumentos praticamente não tem opções de restaurantes ou lanchonetes. Para almoçar, sugiro a região perto da Casa Branca (subindo, indo na direção contrária ao Washington Monument) ou então nos museus, que sempre têm uma praça de alimentação com algumas opções.